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ANALGESIA COM ÓXIDO
NITROSO

1. A sedação com óxido nitroso
dispensa o uso de anestésicos locais?
Não. Trata-se de uma sedação
usualmente leve, que não dispensa o uso de
anestésicos locais nos procedimentos
odontológicos. Entretanto, o ato de dispensar a
anestesia local fica mais facilitado, uma vez que
o paciente tolera melhor a infiltração dos
tecidos.
2. A sedação
com óxido nitroso diminui o consumo total de
anestésicos locais? Sim. Uma vez
que o óxido nitroso tem propriedades analgésicas,
há diminuição do consumo de anestésicos
locais.
3. A sedação com óxido
nitroso tem contraindicações?
Sim. Muito embora a maioria
absoluta dos paciente possam se beneficiar da
técnica, alguns pacientes com cardiopatias graves,
patologias pulmonares graves e neuropatias
sensitivas não poderão receber esse tipo de
sedação.
4. A sedação com
óxido nitroso é conhecida há muitos anos?
Sim. Descoberta por Horace Wells
em 1844, essa técnica é utilizada em larga escala
nos Estados Unidos da América desde 1930. Outros
países seguiram esse exemplo e hoje essa é uma
opção disseminada em vários países do Primeiro
Mundo: Reino Unido, Japão, França, Suécia,
Noruega, Austrália e Nova Zelândia são exemplos de
nações que utilizam esse meio de controle da dor e
ansiedade em
odontologia.
5. A sedação com
óxido nitroso é segura? Sim. Muito embora qualquer
técnica anestésica e/ou qualquer tratamento tenham
um risco embutido em si, a sedação com óxido
nitroso é tida como um dos métodos anestésicos
mais seguros em utilização atualmente. Não há
nenhum relato de morte na literatura mundial
atribuída à sedação exclusivamente com óxido
nitroso + oxigênio.
6. A
sedação com óxido nitroso é igual a uma anestesia
geral? Não. A sedação com óxido
nitroso e oxigênio é um método que adequadamente
utilizado produz sonolência leve, diminuição da
sensação dolorosa e diminuição da ansiedade, mas
mantém o paciente acordado, cooperativo,
respirando espontaneamente e com todos os seus
reflexos de proteção
íntegros.
7. Como se
administra a sedação com óxido nitroso?
Através de equipamentos
desenvolvidos especificamente para esse fim, o
cirurgião dentista acopla uma máscara nasal ao
paciente. Através de dispositivos instalados no
aparelho, o profissional controla a mistura de
gases (oxigênio + óxido nitroso), oferecendo
concentrações de óxido nitroso entre 0 (zero) e
70%, garantindo que o paciente receba no mínimo
30% de oxigênio.
8. A sedação
com óxido nitroso pode ser realizada legalmente
pelo cirurgião dentista? Sim. A
lei 5081, que regulamenta o exercício da
odontologia no Brasil garante o uso da hipnose e
da analgesia, desde que indicada e o profissional
esteja habilitado. A resolução do CFO 51/2004
regulamentou os cursos de habilitação e pôs fim à
polêmica sobre a legalidade do uso da técnica
pelos CDs.
9. Como são os
cursos de habilitação? São cursos
de carga horária mínima de 96 horas, que seguem
uma programação padronizada pelo CFO na resolução
51/2004.
10. A sedação com
óxido nitroso pode ser utilizada em crianças?
Sim. É considerada a técnica de
escolha no tratamento odontológico de crianças
maiores que 2 anos de
idade.
11. A sedação
com óxido nitroso pode ser usada em pacientes
hipertensos? E nos diabéticos?
Sim. Técnicas de
redução de dor e estresse fazem parte da tática de
bom atendimento a esses pacientes. Todavia, uma
boa avaliação médica deve ser feita no sentido de
garantir que esses doentes se encontrem
adequadamente compensados no momento da
cirurgia.
12. A sedação com
óxido nitroso é tida como ultrapassada nos países
desenvolvidos? Não, muito pelo
contrário. Apesar de se utilizar largamente
anestesia geral, sedação endovenosa e oral nesses
países, um levantamento do NHS do Reino Unido,
feito em 2002 recomenda que a primeira técnica
farmacológica a ser empregada em odontologia para
redução de dor e ansiedade seja justamente a
sedação consciente com oxigênio e óxido nitroso.
As razões apontadas são baixo custo e, acima de
tudo, a grande segurança do método.
13. Quais são as principais
aplicações da sedação com óxido nitroso?
Odontopediatria, procedimentos
complexos (implantes, extração de terceiros
molares) e pacientes
odontofóbicos.
14. Qual o tempo
limite que o paciente pode ficar sedado?
Não há um tempo
limite para a sedação. Entretanto, observamos um
pequeno aumento do tempo de recuperação no pós
anestésico (usualmente em torno de dez minutos) em
procedimentos que excedam duas horas de duração,
bem como um pequeno aumento na incidência de
náuseas e vômitos pós operatórios, que é a
principal complicação relacionada com a
técnica.
15. Após a
retirada da mascara, quanto tempo o paciente
continua sedado? A recuperação é
muito rápida e é uma das principais vantagens da
técnica. O tempo de recuperação médio é de cerca
de dez
minutos. |